fbpx

Sobre e-mail marketing – parte1

Por Marina Ribeiro*

Por conta de um post no Facebook do Maternativa que perguntava sobre e-mail marketing, resolvi dividir a experiência que tenho neste assunto e vou contar a história desde o começo, lá em meados dos anos 90, quando eu tinha minha bebê na faixa de 01 ano. Mãe solo, trabalhava full time em uma multinacional e à noite frequentava as aulas de pós graduação em marketing empresarial. Tenho saudades. Foi um tempo muito gostoso, de muito trabalho, mas faria de novo!

Em uma destas aulas, a professora trouxe uma profissional de marketing direto para nos fazer uma palestra. Era a profissional mais renomada na área, naquela época, e à medida em que ela falava, eu pensava: é isto que eu quero fazer.

Naqueles tempos não haviam ainda computadores disponíveis como hoje. A internet apenas começava a aparecer. Mas eu comprei um 386 usado e instalei um banco de dados: Access, da Microsoft. Eba! Era assim que funcionava. O banco de dados precisava ser alimentado manualmente, e funcionava independente, como um sistema isolado. Hoje a gente mal nota que ele existe, este danado do banco de dados! E eu podia fazer minhas malas diretas!

Captura de Tela 2016-03-21 às 15.44.53

Piada infame, eu sei…

A coisa toda foi evoluindo nos dois lados: o marketing que era direto, virou de relacionamento, 1to1 e acabou em uma vertente do digital de hoje. [Estou colocando assim para simplificar, mas, no fundo, não concordo com estas denominações. A bem da verdade marketing é um todo que envolve mais do que as ferramentas digitais. Mas isso é outro papo.] E a informática desenvolveu-se também e colocou o banco de dados on-line. O que facilitou demais o trabalho porque o próprio usuário introduz os dados. Antes, os dados tinham que ser transferido dos formulários de papel.

O que é hoje o e-mail marketing era no início o marketing direto, ou a mala direta. O que era feito com papel virou digital, mas a essência continua a mesma. É um processo complicado, difícil, de construção contínua, que não termina nunca. Está embasado nos princípios do relacionamento. E funciona exatamente como tal. A gente vai conhecendo o outro, vai se envolvendo, vai criando os pontos de contato, armazenando as informações e enviando mensagens cada vez mais relevantes. Quanto mais relevantes as mensagens, maior a chance de sucesso.

Todas sabemos que o sucesso de um relacionamento depende de tempo e paciência. Mas tem alguns outros fatores que também vão entrar na receita.

O primeiro é a estratégia.

Antes de pensar nas imagens, nas mensagens, no que prejudica, o que atrapalha… Calma, respire, procure olhar o macro. Não pense mais nos e-mails, pense na pessoa que vai recebê-los. Imagine como você poderia tornar a vida desta pessoa melhor, o que faria com que ela abrisse uma mensagem sua. O que faria ela pensar: “Opa! e-mail de fulano! Legal!”

Será que ali vai ter uma chance de eu dar um sorriso? Um alento? Uma oportunidade? Uma informação? Desenvolva uma estratégia para alcançar o seu interlocutor. Mas lembre que é relacionamento, tem que ter algum carinho, alguma empatia.

Analise as outras empresas, cadastre-se em vários sites para ver como eles trabalham. Os da sua área para comparação e de outras áreas para inspiração. Você vai ver quantas ideias bacanas vão surgir. Eu tenho uma conta de e-mail só para receber mensagens para estudo. Por aí você já vai fazendo uma relação das coisas que você gosta e das que não deve fazer.

Misture tudo, elabore… Se você já tem uma ideia da estratégia que quer adotar, ótimo. O mais elaborado foi feito. Daqui para frente o trabalho é mais braçal.

Quem vai receber estes e-mails? Precisamos de uma lista.

A melhor lista de contatos é a sua, aquela que você constrói no dia a dia de seu negócio, quando você vai formando a sua base de clientes e interessados. Você pode instalar um formulário para os usuários cadastrarem o endereço e aceitarem receber seus e-mails, pode oferecer um agrado em troca do endereço de e-mail, pode usar o e-mail de cadastro de seu site, enfim, precisa usar a criatividade. Só lembre, nunca esqueça, é relacionamento, tem que ter empatia E permissão. Se não tem permissão é estupro. Só mande mensagem para quem aceitou (opt-in). Muita gente gosta de receber e-mails, não se preocupe. E mantenha sempre, sempre, acesso fácil ao descadastro. Cuide para que o descadastro aconteça adequadamente. Não queira evitar, de nada adianta um contato que não tem interesse no seu produto ou serviço. Só fica encarecendo seus disparos.

Não fique triste se você tiver poucos contatos na sua lista. É como tudo, cuidar e deixar crescer.

Mas, se você estiver com muita pressa, podemos analisar algumas alternativas.
Trocar listas: você pode fazer um disparo de outra empresa para sua lista oferecendo alguma vantagem para a pessoa se cadastrar, e a outra empresa faz o disparo na sua lista. Se forem públicos parecidos, você pode ganhar alguns contatos a baixo custo, certo? Mas preste atenção: a outra empresa te entrega o arquivo e você dispara para sua lista, e vice e versa. Não é para juntar tudaslistaefazerumasó, isso não funciona, não pode. Tem que ter permissão, não esqueça disto. Você manda um e-mail convidando o pessoal a se cadastrar na sua lista, pelo motivo bem importante que você definiu na construção da sua estratégia. Assim você vai adicionando o pessoal e sua lista vai crescendo.

Apresente um amigo: um descontinho em troca de um endereço de e-mail? Um sorteio? Aí você pega estes endereços, separados, faz um disparo só para eles, adivinhe para que? Claaro, senti que você já pegou o espírito da coisa. Pedir permissão para adicionar os nomes na sua lista de contatos!

Além de a lista ser toda opt-in, ela tem que ser higienizada. Ou seja, você tem que retirar os contatos que não estão recebendo. E-mails que não são entregues, endereços errados, enfim tudo o que não dá entrega tem que ser retirado, porque isso conta na reputação de sua lista. Alguns servidores conseguem identificar estas listas com muitos devolvidos e sua pontuação cai. Aqui tem uma ferramenta que analisa o escore de seu domínio (https://senderscore.org). No entanto, quem tem poucos contatos e utiliza ferramentas de disparo, não tem o impacto no seu domínio. Isto vai valer para quem utiliza IP próprio, o que é uma alternativa muito boa, mas terá algumas demandas adicionais. Não creio que seja o nosso caso.

Dá um trabalho danado! Eu avisei. Mas um programa sério de e-mail marketing tem que ser feito nesta linha. Não tem outra alternativa. Eu tenho um feedback fantástico das empresas para as quais trabalhei nesta linha. Durante o processo, o pessoal ficava meio nervoso, porque as coisas demoram um pouco para começar a se desenvolver. Mas vários clientes já me relataram que os resultados duraram por muito tempo. É assim um bom relacionamento, certo?

Temos que falar em segmentação de listas e na formatação da mensagem – mas vou fazer isto em um próximo texto. Se você quiser trabalhar, já tem material suficiente para um bom tempo! Boa sorte e, se tiver dúvidas… mande um e-mail, oras! [marina@mrmkt.com.br]

Marina

Marina Ribeiro, aprendendo e empreendendo desde 1964. Atualmente empreendendo na Marré deci, loja de produtos para bebê que tem a missão de empoderar crianças e adultos.

Posts
Deixe um comentário