Papo Maternativa

Hashtags: o que são, onde vivem, como se reproduzem e, o mais importante, como usá-las?

Por Pat Borbolla*

Olá pessoas <3
Mudamos um pouco o formato da coluna! Tanto para ela ser mais proveitosa quanto para eu conseguir organizar a frequência dos posts por aqui! Como a demanda de trabalho está grande, acabo perdendo o timing na fase de pensar em qual conteúdo! Por isso, conversando com o Rute, pensamos em jogar na rede Maternativa (vem: facebook.com/groups/maternativa) um tema, coletar as perguntas e eu fazer os textos respondendo as dúvidas 😀
Vamos usar os comentários para o mesmo fim, que tal?

O tema da vez foi: “#Hashtags: O que são e como usar”. Tivemos 13 perguntas sobre o tema, que íam desde “o que são” até “como monitorar a nivel ‘big data’ as hashtags?”.

Acho que precisamos começar conceituando o que são as hashtags, suas funcionalidades e diferenciais.
Hashtags são palavras-chave precedidas do símbolo # (os músicos chamam de sustenido e as simpáticas atendentes de telemarketing chamam de jogo-da-velha ou quadrado) que, quando usadas, alimentam uma interação dinâmica na rede social onde é utilizada acerca da palavra-chave escolhida. Foram “inventadas” no Twitter, então elas migraram para o Instagram, Google+, Pinterest, LinkedIn e Vine. O Facebook foi uma das últimas redes a suportar hashtags. Segundo a Business Week, temos 2.5+ bilhões de posts no Facebook por dia. 400+ milhões no Twitter (via Washington Post) e 45+ milhões no Instagram. Com todo esse volume, as hashtags ajudam a filtrar e chegar na sua audiência.

Agora, sem mais enrolação, vamos às respostas? 😀
Denise Freitas, Maithy Makiyama perguntaram sobre o uso de hashtags nos comentários da foto. A diferença é um “boost” no ranking de cada página de busca. Por exemplo, se você usou #bolo na foto e #bolo no comentário, você tem 2 pesos para aparecer nas buscas sobre a hashtag #bolo. Além disso, o algoritmo já contabiliza a sua foto com um comentário – mesmo que cheio de hashtags! Algumas pessoas fazem isso para deixar a legenda da foto despoluída, também. Eu, pessoalmente, não gosto. Mas tem uma pegadinha: isso só funciona na sua foto e se o comentário for seu. Em fotos de terceiros, não adianta nadinha.

Sobre a funcionalidade das #s no Facebook e no Instagram, dúvida trazida pela Rute Bersch e pela Maria Amelia Marques, são basicamente a mesma coisa. O príncipio é o mesmo. Usamos uma palavra chave ou um termo definido, que vira um link e é indexado numa página de busca com os resultados. O Facebook tem uma busca poderosa e permite que a gente veja os resultados por “Pessoas”, “Páginas”, “Eventos”, “Apps”, e etc. O problema é: os usuários do Facebook não estão habituados a fazerem buscas por hashtags. Mesmo os heavy users de instagram que estejam no Facebook. Há também o detalhe de que algumas hashtags são voltadas para uma rede social específica. O #ff – Follow Friday – por exemplo, é destinada a indicar outros usuários do Twitter. Enquanto a #ootd – Outfit of the Day – performa muito melhor no Instagram do que no Facebook.

Aproveitando o gancho das #s específicas, a Helena Lima questionou como saber quais termos ideais para Facebook e Instagram. Como eu mencionei acima, não temos nada específico pro Facebook por que o uso delas na plataforma ainda é pouco explorado. O ideal é sempre pesquisar sobre as hashtags, entender o que ela quer dizer e qual a finalidade.

Aí chegamos em pontos cruciais, que é são: quantidade e teor das hashtags. A Marcela Proença Garcia questionou se há um etiqueta para a quantidade de hashtags enquanto a Thaise Pregnolatto de Mello questionou por que apenas 5 hashtags. Existe um bom senso comum onde publicações devem ser atraentes e atingir o público, quanto mais especifico melhor. Mas a partir do momento que você usa as 30 hashtags que o Instagram permite – por exemplo – você deixa a timeline poluída e cheia de informação que não é nada pro usuário. Além de que dá aquela ideia de marca desesperada. Tipo aquele vendedor de comércio popular que tem a última invenção infalível que resolve todos os problemas da vida da dona de casa, da dondoca e do motorista. Que?! 🙂
Na minha agência, nós usamos uma equação para definir a quantidade e qual o “peso” das hashtags que vamos usar na estratégia.

1/3 populares + 2/3 específicas + Moeda Social (qtde)
(Falei sobre moeda social aqui: https://www.facebook.com/groups/maternativabr/permalink/1689735411341735/)

Dessa forma, mapeamos as hashtags pertinentes ao público em grupos (Super Populares (1m+ de publicações), Muito Populares (500mil a 1m de publicações), Populares (100 mil a 500mil publicações), Específicas e Relevantes (20 mil a 100mil publicações) e Outras (pelo menos 20 mil publicações)) e definimos dentre elas e quando usá-las. Normalmente fazemos algumas combinações que usamos sempre, por exemplo: #bolo #cafédatarde #instafood #instaplate. Uma boa dica é: tenha esse blocos de tags prontos. Pode ser no bloco de notas ou configurar o teclado do seu smartphone para ter esses atalhos prontos.

Complementando a informação acima, temos o teor dessas hashtags. A Denise Freitas perguntou sobre usar ou não as pertinentes aos clientes dela, a Raquel Kuhn sobre a criação de uma hashtag própria e a Patricia Guerreiro Leptich questionou sobre o cruzamento de dados site-insta (eu sei, esse último não tem muuuito a ver com teor). Usando a minha regrinha ali de cima, é importante sempre ter total conhecimento das hashtags que estão nos grupos com muitas publicações, ficar de olho nas específicas e ligada nas Outras – da onde pode surgir a nova super hashtag do momento! Quando temos empresa que vende serviços – no caso da Denise Freitas – é super importante mesclar as suas próprias com as que tem a ver com o seu cliente, para atingir ambos os públicos. É bacana ter uma hashtag própria, mesmo que você seja uma empresa que está começando. Mas lembre-se de sempre usar essa hashtag, comunicar ela para os seus clientes e criar o senso de pertencimento quando a comunidade começar a usar. O terreno da hashtag própria é um tanto arenoso e deve ser pensado com cuidado e atenção. O brasileiro é mundialmente conhecido por adorar uma zoeira e encontrar a falha das marcas para explorar e criar memes. Por isso, olhe para a sua hashtag própria e leia, releia, pense nela e em como ela poderia ser mal interpretada. Eu gosto de pensar: “O Felipe Netto ou o Whindersson poderiam zoar?” e, se passar por esse crivo, eu vou em frente. Não vamos esquecer do show da Anitta que deveria ser no Acre por causa do Felipe Netto 😛

Para finalizar, a Fernanda Moura Campos Gatti e a Sabrina Wenckstern (<3) levantaram uma questão que “fecha” os assuntos: Qual(is) site(s) podemos acompanhar as hashtags! Gosto, particularmente, de 3: Hashtagify.me – essa ferramenta mostra um diagrama com a hashtag que você procurou no centro e as relacionadas ao redor. É bem bacana. Já o Top-Hashtags.com tem um mundo de spams nas páginas de resultados, mas eles dão sugestões para combinar termos e mostram as últimas fotos com esses termos! Gostamos muito para pegar as combinações e ajustar na nossa conta. Já o Keyhole.co mostra até dados demográficos na versão free e pode dar uma boa ideia de horários e etc 🙂
Um último recado, respondendo para a Jaqueline Medeiros: não troque curtidas! Construa relacionamentos! Dá mais trabalho, mas mais resultado também!

Espero que tenha ajudado, meninas! Sobraram duvidas? Manda lá no pat@maternativa.com.br que a gente vai complementando o post! Deixem nos comentários sugestões de tema para a próxima rodada de perguntas, que tal? 😀 E fiquem com a melhor dica de tudo: #bomsenso, #proposito e #moderacao 😉

 


*Pat Borbolla, Patrícia, Pati, Pá, Mamãe, Mãin, Didi, Dinda, Tía Páti (com sotaque soteropolitano, pfvr.). Tem 33 anos, muitos quilos e pensamentos a mais e tempo de menos. Empreende em diversas frentes, mas as principais são no bureau de branding e num foodtruQUE de comida mexicana vegana.

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