Criamos a Rede Maternativa por uma necessidade pessoal. Em 2013, quando estávamos grávidas, já estávamos pensando em como seria a vida no trabalho pós-filhos, uma vez que já tínhamos o desejo de amamentar em livre demanda (e manter a amamentação o máximo possível) bem como, manter o vínculo e a proximidade com nossos filhos. Tínhamos e temos a consciência de que o mercado de trabalho é extremamente despreparado para receber e lidar com as mães puérperas, por isso, decidimos que iríamos para outro caminho.

Pensamos o projeto e o colocamos no papel, inclusive, já com o nome. Com a chegada dos bebês, nos concentramos nos cuidados com eles e em 2015, quando eles completaram 1 ano, começamos a sentir a necessidade pessoal e financeira de retomarmos nossos trabalhos, sem necessariamente voltarmos para o mercado tradicional.

Decidimos investir em nossos próprios negócios e, nesse processo, fomos sentindo todas as dificuldades em empreender. Criamos o grupo em junho de 2015, inicialmente com nossas amigas, e naturalmente ele foi crescendo. Em menos de 1 mês já éramos mais de 600 mães. Hoje, um ano depois, somos mais de 18 mil mães.

Créditos da foto: Belle Favarin

Ana Laura Castro e Camila Conti